Nunca consegui decifrar quem sou. Se sou parte gelo com um coração levemente aquecido ou se sou uma pessoa quente de coração frio. Sério. Cultivo amor, e tudo mais. Até já tentei ser um desses cafajestes por quem as mocinhas renegam e depois apaixonam-se, só que elas não estão à procura de um príncipe. Preferem lidar com sapos cheios de si.
Mas se alguém tem culpa, não sou eu, nem ninguém. A culpa é da urgência de amar.
Eu poderia saborear cada etapa de minha vida mas sou atípico. Típico de mim.
Amar é muito fácil, mas até estar pronto, é tudo tão difícil! Exige-se uma habilidade de compartilhar, deixar-se ser desvendado e ter os sentimentos dissecados. Exige uma dedicação, que atrai os poros um do outro como um íma, e você não pode ir contra. E nem precisa, isso tudo funciona de maneira tão plena e automática que tais passos tornam-se prazerosos.
- Seja corajoso - Disse um amigo.
Pois bem, sim, serei. Mas do que adianta a coragem de querer amar se não há borboletas no estômago. Do que adianta momentos de gozo, intensidade, se não há nele um pouco de verdade?
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